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As autoridades de Comores solicitaram ajuda britânica sobre a atividade de licenciamento, enquanto a ACS Global Custodian nega fornecer licenças de jogos sob seus atuais proprietários.
Uma empresa britânica ligada à família Sorsky, de Londres, passou a ser alvo de questionamentos por serviços relacionados a licenças de jogos de Anjouan, após uma investigação do Guardian publicada em 19 de outubro.
O jornal informou que a Anjouan Corporate Services (ACS) oferecia assistência para obter licenças por aproximadamente US$ 25 mil. A reportagem identificou a ACS Global Custodian como a empresa britânica por trás do site.
As autoridades de Comores contestam a legitimidade da atividade de licenciamento e solicitaram ajuda ao governo britânico. Em resposta ao jornal, Harold Sorsky negou que a ACS Global Custodian venda ou emita licenças de jogos sob seus atuais proprietários.
Disputa sobre a autoridade para conceder licenças
Segundo a investigação, a Anjouan Offshore Financial Authority se apresenta como regulador e orienta os interessados em licenças de jogos a apresentar os pedidos por meio da ACS.
O governo de Comores não reconhece a autoridade alegada, informou o jornal. Autoridades disseram que cidadãos britânicos haviam sido identificados em conexão com a atividade e que medidas judiciais estavam sendo preparadas no país.
A disputa faz parte de um desacordo mais amplo sobre licenciamento offshore no país insular. Um alerta do banco central publicado no site do Ministério das Finanças de Comores cita a Anjouan Offshore Finance Authority e a Anjouan Corporate Services entre entidades que descreve como órgãos fictícios que alegam autorizar bancos e instituições financeiras.
Esse alerta trata do licenciamento de serviços financeiros. O texto afirma que autorizar bancos e instituições financeiras que operam em Comores é responsabilidade exclusiva do banco central.
Saldo bancário da empresa aumenta
O Guardian informou que o saldo bancário da ACS Global Custodian aumentou de aproximadamente US$ 17,3 mil para US$ 811 mil ao longo de 2025, coincidindo com o crescente interesse de operadores por licenças de Anjouan.
Esses números descrevem os recursos em caixa mantidos pela empresa. Eles não demonstram sua receita relacionada a jogos, seu lucro nem a origem do aumento.
Os registros da Companies House mostram que a ACS Global Custodian apresentou em agosto de 2026 as contas do exercício encerrado em 31 de outubro de 2025. Um documento posterior notificou o registro de que Elliot Richard Sorsky havia se tornado uma pessoa com controle significativo em agosto de 2026.
O jornal relacionou a ACS à família Sorsky por meio de registros empresariais e de sua investigação sobre o negócio.
ACS nega atuação atual em licenças de jogos
Harold Sorsky disse ao jornal que a ACS Global Custodian não vendeu, emitiu ou forneceu de outra forma licenças de jogos desde que os atuais proprietários assumiram o controle em 2023.
Ele afirmou que as referências à assistência com pedidos de licenças de jogos estavam desatualizadas e que a função havia sido delegada a outro prestador especializado. Sua resposta contesta a versão da investigação sobre o envolvimento atual da ACS.
O site da ACS atualmente promove serviços de licenciamento para corretagem, criptomoedas, seguros e finanças, além da constituição de empresas. Esses serviços são apresentados como assistência para obter autorizações de Anjouan.
Segundo a investigação, as autoridades de Comores buscam cooperação internacional enquanto preparam medidas locais. O pedido de ajuda britânica relatado não demonstra que as autoridades do Reino Unido tenham aberto uma investigação.
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